No ciclo mais comum, o gestor escreve a nota sozinho, semanas depois dos fatos, com o que lembra. A pessoa lê o resultado pronto. Raramente alguém pergunta, antes disso, o que ela mesma achou.
Decidir reajuste. Registrar histórico pro RH. Ajudar alguém a crescer. As duas primeiras cabem num número fechado, decidido por uma pessoa só. A terceira depende de conversa — e de ouvir o que o outro lado pensa antes de já existir um veredito pronto. Ela é sempre a que sobra, porque o processo inteiro foi desenhado em função das outras duas.
Isso não aparece em pesquisa de clima. Aparece meses depois, quando alguém que o time via como boa pede pra sair — e o motivo que fica registrado nunca é “ninguém perguntou o que eu achava do meu próprio trabalho”.
A divergência não desaparece — vira item de pauta, com nome e skill, esperando a conversa. Nenhuma tela deste sistema calcula média, monta ranking ou compara pessoas entre si. O que existe é o nível junto ao perfil esperado do cargo, e o que foi combinado com a própria pessoa.